
|
Meu perfil BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 36 a 45 anos, Italian, Spanish, Arte e cultura, Sexo MSN - |
Histórico:
- 01/03/2005 a 31/03/2005
- 01/02/2005 a 28/02/2005
- 01/01/2005 a 31/01/2005
- 01/12/2004 a 31/12/2004
- 01/11/2004 a 30/11/2004
- 01/10/2004 a 31/10/2004
Contador:


Pedaços de fotografias
Dias
Olhos
Boca
Cartas rasgadas
Noites
Madeira queimada
Pranto
Canto
De um tempo picado
Cheiros
Ruas
Pedras
Movimento
De vida girando
Dias
Noites
sonhos
Pedaços
tempo rasgado
Vinho
Sangue
Calor
Dias contados
Insanos
Instantes
Picantes
Era?
Foi?
Rasgado
Picado
Noite
Dia
?
Paula Barros
Estou terminando uma fase de poemas...
Pretendo dar uma mudada em tudo aqui...
Sinto falta do calor, e ele está chegando... rs
Beijos

Que nome eu poderia dar para aquele sentimento que me queimava por dentro...
Era dia todo o tempo, não tinha noção de hora, faces, fases.
Mas minha vida inteira teimava passar em minha mente como um filme, um sonho, como se por segundos eu pudesse me desfazer, mudar, anular, ou jogar no lixo...
E me perguntei porque só paramos quando é dia o tempo todo, quando corremos riscos de não poder fazer mais nada.
Sorri porque nunca tive medo de amar, de doar, de sangrar.
Sabia que naquele momento poderia fechar os olhos e sentir, porque vivi.
Soube fazer amor na praia, no carro, na rua, na chuva.
Casei-me duas vezes por profundo amor ao meu parceiro... E quando houve despedidas, houve também amor.
Lembrei-me quando aos 21 anos, fui terminar meu casamento, a conversa foi no Parque Municipal de BH, o dia era lindo, e ele me olhou nos olhos e me perguntou, se você me ama, porque partir?
Porque eu ainda não me descobri... Não aprendi que para se casar, estar, tem que aprender a Ser...
Eu nunca mais o vi, porque não olho para trás...
Ou porque nunca me despedi dele como deveria ter despedido.
Ou porque as pessoas que mais amo, quando as perco, eu anulo...
Medo
Eu tive porque ali naquele quarto, vendo meu filme, eu não tinha o controle, não tinha pessoas, nem defesas.
Mas eu poderia me entregar a Deus, aos sonhos.
Poderia me entregar a loucura.
Controle
Temos?
Descobri que não, que se apaixona, quando menos se espera, que se sente saudades, mesmo quando você insiste em não sentir...E nenhuma relação é normal, porque não somos donos de nós, sentidos são sentidos e pronto.
Mas quem sou eu afinal?
Parada neste quarto frio, teimando em revirar lixos, filmes, tempos,
E chamando por alguém como se fosse ao menos me escutar...
Quero a lua, ver o céu, andar na areia, mover.
Coração, boca, corpo, vida.
E se você, que eu teimo em chamar me escutar saiba... Que estou tirando as roupas velhas, os trastes, os lixos, os fios, e me vejo sentada ali no mesmo parque me preparando para Ser...
Porque existe vida e eu vou viver.
E não olho para trás...
Você olha?
Paula Barros
Seda
Meias
Toques
Retoques
Que mexe,
Vai e volta
Retoca?
Pele macia
Que cheira suave
Mexe
Tira
Meias verdades da boca
Meios sonhos
Dos toques...
Remexe
Eu sinto
Meu corpo como seda
Seus toques
Retoques
Mexe?
Remexe...
Mas não fique parado ai...
Vem
Toque
Retoque
Mexe
Em meias verdades... Meios sonhos...
Em minhas meias de seda
Toque...
Paula Barros
Faz de conta que ela era uma princesa azul pelo crepúsculo que viria, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos, faz de conta que uma veia não se abrira e faz de conta que sangue escarlate não estava em silêncio branco escorrendo e que ela não estivesse pálida de morte, estava pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade, precisava no meio do faz-de-conta falar a verdade de pedra opaca para que contrastasse com o faz-de-conta verde cintilante de olhos que vêem, faz de conta que ela amava e era amada, faz de conta que não precisava morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus, faz de conta que vivia e que não estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que era sábia bastante para desfazer os nós de marinheiros que lhe atavam os pulsos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua, faz de conta que ela fechasse os olhos e os seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos da gratidão mais límpida, faz de conta que tudo o que tinha não era de faz-de-conta, faz de conta que se descontraíra o peito e a luz dourada a guiava pela floresta de açudes e tranqüilidade, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando.
in "A Descoberta do Mundo" Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1999
Faz de conta que continuo aqui...
Meu perfume... Meu sorriso...
Faz de conta que não sai do lugar
E
Que sou tão breve, quanto o vento que entra em sua janela...
Faz de conta...
Para que tudo passe tão rápido e eu possa...
Finalmente voltar...
Paula Barros
Estarei ausente, não posso marcar datas pois o que vivo hoje não depende de mim...
Mas deixo um beijo enorme em cada um de vocês!

Minhas maneiras de me mostrar são tão sutis, tão de atos e palavras soltas que minha mãe me acha uma gata.
Ela nunca conseguiu saber o que penso, se eu amo, ou como estou.
Às vezes me pego rodopiando em pensamentos, às vezes me pego sabendo exatamente o que quero...E como quero
Mas sempre me guio por sentidos idiotas que teimam em martelar meu coração.
Vivo esses sentidos até a última gota, mas nunca soube falar claramente...
Eu sempre tenho medo quando eu gosto...
Um medo absurdo que me cala, me trava... E só o papel, a caneta sabem o meu “situar”.
Estou nesta fase, não apaixonada, porque fui covarde, me escondi no obvio.
Escondi-me em um monte de palavras que eu achava estar alcançando o certo... Ou achava estar conseguindo transpor.
Hoje sinto porque perdi, um jogo... Eu não tinha idéia de que jogar é tão perigoso... Não previ riscos... Previ o fim... E errado.
Não sei brincar, não sei jogar, por mais que eu me esforce tentando aprender a mexer naquele maldito tabuleiro as peças caem, minha inteligência falha, eu quero comer as peças com rapidez, porque sou assim.
Minha fome não tolera espera, ela é ali, agora...
Quando meu corpo sente, ele queima, me ardo, mas não aprendi a me refrescar...
E quantas vezes, falo para mim mesma, aprenda a não deixar seus olhos mudarem de cor, toda vez que essa maldita fome chegar, essa maldita paixão apitar...
Corro hoje,
Procuro o deserto, meu canto, meu esconderijo, porque não quero mais ser pega.
Tento me vestir, não falar de amor...
Tento não olhar ao redor,
Nem falar do calor...
Durmo e peço que seja um sono pesado sem sonhos, sem mãos, sem vindas...
Sem cheiros.
E quando estou forte, procuro um espelho, para poder me dar à lucidez de estar exatamente como minha mãe me fala...
Em lugar algum, sem sentido algum, sem emoção alguma...
Sinto-me em paz
Salva...
De uma praga, chamada paixão...
“Uma tentativa louca de tentar fazer um diário, porque sei que meus escritos são como eu, sem regras, soltos, e escrever corretamente, me alucina...”
Paula Barros
Falam que a morte é feia...
Falam da partida, do vento
Do tempo...
Da falta de flores
Do amor...
Choram a perda de um tempo...
Carne
Não falam, da alma...
Da paz,
Do amor eterno...
Da não guerra, do egoismo humano...
Medo...
Da morte, do frio...
Eu vejo anjos...
Vejo paz
O fim do arco_iris
Vejo alma, amor
Paz
Anjos que brincam no céu
Sexo com amor
Amor sem sexo
Alma
De um tempo cumprido, de um encontro vivido...
Sem faces
Corpos
Guerras
De um tempo vivido...
Poetas sem armas
Sem palavras
Falam de morte?
Alma
Sentido
Poetas... Cantando na beira da morte
Brincando com rosas esmagadas
Lágrimas
de um tempo vencido...
Há... Poetas
Brincando de armas esmagadas... na porta do céu...
poetas...
Brincando de amor...
Sem sentidos
Os anjos sabem...
Que poetas brincam de amor!
Na beira da morte...
Paula Barros